No novo romance da best-seller Kate Dramis, a protagonista Sage Collins vive com TDAH
Apenas no Brasil, estima-se que 10 milhões de pessoas convivam com o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) – incluindo essa autora que vos escreve. À medida que o tema ganha espaço, a literatura romântica também começa a retratar personagens neurodivergentes, ampliando a representatividade e as conversas sobre saúde mental.
Em Qual a chance?, novo romance de Kate Dramis, publicado no Brasil pelo selo da VR Editora AMORE, a protagonista Sage Collins vive com TDAH. Ela enfrenta bloqueio criativo, síndrome da impostora e a pressão por corresponder às expectativas da família e do mercado editorial, enquanto precisa lidar com a exposição nas redes sociais após conhecer um ator famoso.
Sobre o livro

Uma viagem para Nova York, um encontro na classe econômica do avião e uma foto tirada por paparazzi mudam para sempre o destino de Sage Collins e Theo Sharpe. Ela é uma escritora que abandonou a carreira como analista de dados para viver da literatura e tenta lidar com a pressão de escrever um novo livro.
Ele é um ator britânico em ascensão, acostumado com os holofotes e ao peso da fama. E é desse acaso que nasce Qual a chance?
O encontro casual coloca a personagem no centro de uma onda de ataques nas redes sociais: fãs do astro passam a acusar a moça de usá-lo para conquistar fama. Ao mesmo tempo, ela tenta administrar os desafios de viver com TDAH, um bloqueio criativo e a síndrome da impostora após o sucesso de seu primeiro livro.
Entre compromissos na Comic Con e negociações para levar sua obra ao cinema, Sage precisa enfrentar rumores sobre o relacionamento com Theo, além do julgamento de pessoas que conhecem apenas a versão da história que circula na internet.
Para tentar recuperar a criatividade e dar um tempo dos haters, a protagonista decide viajar para a Ilha Skye, um cenário repleto de aldeias piscatórias e castelos medievais na costa noroeste da Escócia. É ali que os caminhos de Sage e Theo se cruzam novamente e os dois deixam de lado as primeiras impressões.
Por meio de tropes como segunda chance e slow burn, os personagens constroem pouco a pouco uma relação baseada em confiança, vulnerabilidade e incentivo mútuo. Enquanto ela tenta encontrar a própria identidade longe das expectativas familiares e dos fãs, ela busca recuperar a paixão pela escrita e compreender que a própria trajetória não precisa ser medida apenas por produtividade, números ou reconhecimento.
Para além de um romance contemporâneo, Qual a chance? apresenta uma protagonista neurodivergente e bissexual cuja vivência com o TDAH ocupa um papel central na narrativa. Ao abordar saúde mental, luto, pressão familiar e os bastidores do mercado editorial e do cinema, Kate Dramis mostra aos seus leitores que o sucesso não elimina inseguranças e que aceitar quem se é pode ser mais importante do que corresponder às expectativas dos outros.
A arte nasce da experiência humana, e conexões verdadeiras costumam surgir quando as pessoas deixam de esconder as suas fragilidades.
Sobre a autora

Kate Dramis é obcecada por mundos fantásticos e histórias de amor envolventes, o que a fez seguir o sonho de se tornar escritora. Seu livro de estreia, a fantasia best-seller The Curse of Saints, foi traduzido para mais de dez idiomas.
Qual a chance? é seu primeiro romance contemporâneo. Kate vive em Atlanta, nos Estados Unidos, com seus cachorros e seu gato.
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