Estrelada por Zoey Deutch e Nick Robinson, longa da Netflix é exatamente o que a gente precisava

Não sei vocês, mas assim que as primeiras batidas de “Dancing on my own”, de Robyn, começaram a tocar, meu coração disparou. Essa música já tinha um lugar especial no meu coração há anos, principalmente depois da segunda temporada de Bridgerton, mas ela simplesmente ganhou todo um significado depois de Mensagem para Isabelle, nova comédia romântica da Netflix.

Foto: reprodução/Netflix

O gênero vem sendo explorado nos últimos anos buscando resgatar o que mais gostávamos nos filmes dos anos 2000: trilha sonora marcante, histórias emocionantes, personagens cativantes, e uma corrida digna de maratona até o amor de sua vida porque você simplesmente não suporta um segundo a mais longe da pessoa que você ama. 

Alguns poucos longas acertaram grandemente, mas nenhum outro como este.

Foto: reprodução/IMDb

Dirigido e roteirizado por Leah McKendrick – que também atua como a personagem Breeda, Mensagem para Isabelle conta a história de Jill, uma aspirante a chef de cozinha que tem sua irmã como melhor amiga e confidente – Izzy, sofre desde a infância com fibrose cística. Apesar disso, ambas sempre foram inseparáveis, até o dia em que Izzy falece devido a uma complicação da doença.

Jill, mergulhada em um luto, sem conseguir afastar a dor de não ter a irmã ao seu lado – ou a uma linha de distância – e tentando construir um futuro em que ela não faça parte, decide continuar deixando recados no telefone dela, confidenciando as situações em que se envolve após sua morte. Mas o que ela não sabia, era que o número de de Izzy havia sido repassado a outra pessoa, e que essa pessoa estava recebendo todas as mensagens.

Foto: reprodução/Netflix

E é assim que somos apresentados ao casal mais incrível que conhecemos nos últimos anos: Jill e Wes, respectivamente interpretados por Zoey Deutch e Nick Robinson

Mas o que a gente precisa ter em mente, apesar de ser um filme do gênero comédia romântica, é que a história está longe de ser apenas sobre um romance. Através da perda, da relação de Jill e Izzy, e uma conexão completamente inesperada entre Jill e Wes, o longa explora o que realmente significa carregar as pessoas que amamos junto com a gente, e porque histórias como Mensagens para Isabelle precisam existir. 

Foto: reprodução/ScreenRant

Em um mundo onde a maioria das pessoas se sentem pressionadas a seguirem em frente de maneira rápida das perdas e dos desafios da vida, o longa apresenta uma perspectiva muito mais empática e compreensiva: de que a cura não é o destino e o amadurecimento acontece lado à lado ao luto, e não depois dele. 

O luto sempre vai estar ali, te acompanhando a cada novo capítulo. Você compreende a nova realidade e a dor se transforma gradualmente em saudade. Jill, através das mensagens que deixa para Izzy, encontra forças para reorganizar sua vida e conviver com a ausência de uma forma saudável, até conseguir deixar ela ir. 

Foto: reprodução/Variety

No entanto, essa transição só acontece de fato quando Jill descobre que Wes estava ouvindo suas mensagens todo esse tempo. Ao externalizar sua dor, ele a acolhe sem julgamentos, e é quando ela consegue finalmente processar a perda. 

E o desfecho do filme está longe de dizer que Jill trocou Izzy por um homem, que um amor substitui o outro, mas sim que ela ressignificou a saudade que sente de sua irmã. Ela não esquece Isabelle, mas aceita que a vida precisa continuar e que é permitido ser feliz de novo. 

No fundo, a trama é construída em torno de experiências que muitos de nós compreendem: sentir falta de alguém, buscar conexões reais, e descobrir quem você é depois que sua vida muda da noite pro dia. 

Foto: reprodução/Roger Ebert

Leah McKendrick levou oito anos no desenvolvimento do longa até que a Netflix finalmente a apoiasse, e provou que sua história não traz apenas algumas perspectivas do mundo, ela nos representa por inteiro. 


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