Para fãs de X-Men, Duna e ficção científica filosófica, novo livro de Antonio Alleoni Corrêa de Godoy discute polarização, intolerância e impactos do ódio coletivo

Mutantes telepatas, uma civilização dividida entre ciência e religião, guerras ideológicas e um planeta onde o ódio coletivo começa a alterar o equilíbrio da própria natureza. Esses são alguns dos elementos de A canção do planeta prometido, livro de ficção científica nacional escrito por Antonio Alleoni Corrrêa de Godoy.

Inspirado por autores como Frank Herbert, de Duna, e H. G. Wells, de A guerra dos mundos, além dos quadrinhos da Marvel e pensadores como Carl Jung e Pierre Teilhard de Chardin, o autor combina aventura, fantasia e filosofia para construir um universo onde ciência, espiritualidade e política entram em conflito.

Sobre o livro

Foto: divulgação/Arquivo Pessoal Antonio Alleoni

Em um mundo dividido entre ciência e religião, o ódio coletivo começa a alterar a natureza. Terremotos, maremotos e catástrofes ambientais ameaçam a sobrevivência da civilização enquanto duas facções rivais entram em uma guerra movida por intolerância, radicalização e disputas ideológicas. Esse é o ponto de partida de A canção do planeta prometido.

Ambientada no planeta Kor, a narrativa apresenta o conflito entre os Piedosos, seguidores de Trondoll, figura considerada messiânica e os Racionais iluminados, defensores da razão científica e da evolução natural. Em meio ao avanço do extremismo, personagens que fazem a figura do moderador tentam impedir um genocídio enquanto descobrem que a Mente Coletiva da população pode estar influando os desastres naturais que assolam o universo.

O primata Trondoll, fundador da civilização coreana e inventor da escrita, é considerado um messias pelos Piedosos, religiosos habitantes de pele esverdeada, enquanto os habitantes de pele rosada, que possuem uma inclinação científica, o consideram apenas um primata excepcional. Com isso, o conflito acaba se instalando por todo o planeta.

O  Sumo Sacerdote Daxxtor (de pele verde) da Igreja de Trondoll, o cientista Jeb (de pele rosa), sua esposa e seu filho lutam para que haja uma conciliação entre as raças. Contudo, líderes extremistas desejam tomar o poder a qualquer custo. O ódio entre as raças está sendo alimentado por mutantes telepatas que outrora foram punidos pela dita Igreja. Daxxtor e Jeb também possuem um segredo fantástico. Um segredo que, se fosse revelado, causaria uma revolução total no planeta. Será que eles deveriam revelá-lo face às situações periclitantes do mundo?

Unindo ficção científica, fantasia, filosofia e espiritualidade, o autor utiliza elementos paranormais como telepatia, mutações genéticas e conflitos políticos para discutir temas contemporâneos como polarização social, racismo, intolerância e manipulação ideológica. Na narrativa, a degradação psicológica da sociedade passa a impactar diretamente o mundo físico, transformando a natureza em reflexo do comportamento dos seres que ali habitam. 

Inspirado por grandes nomes da literatura como Frank Herbert, H. G. Wells, Carl Gustav Jung, Arthur Clarke, Joseph Campbell e Pierre Teilhard de Chardin, Atonio Alleoni utiliza o sci-fi para refletir sobre os impactos do radicalismo e da incapacidade de diálogo em sociedades cada vez mais polarizadas. ao longo da trama, ciência e fé deixam de ocupar lados opostos para revelar que a sobrevivência coletiva depende da coexistência entre diferentes formas de pensar.

Sobre o autor

Foto: divulgação/Arquivo Pessoal Antonio Alleoni

Antonio Alleoni Corrêa de Godoy é formado em Física pela Unesp, artista gráfico e autor dos livros Visões de Redenção e 100 anos da Paulista: uma história de amor. Fez curso de Teologia com os Franciscanos Capuchinhos, além de cursos de Parapsicologia e Religião com Oscar Quevedo. 

Entusiasta de temas ligados à filosofia, espiritualidade e comportamento humano, utiliza elementos da ficção científica para discutir questões como extremismo, intolerância, fé e ciência.

Em A canção do planeta prometido, seu terceiro livro publicado, busca mostrar aos leitores que o extremismo nunca deve ser um caminho a ser seguido: “somente a concórdia pode unir uma humanidade tão desunida e belicosa”, afirma o autor.

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