Com Jessie como protagonista do quinto filme da franquia, Woody e Buzz enfrentam uma nova vilã

Mais de 30 anos depois da estreia do primeiro filme e da revolução causada por ele, Toy Story 5 chega aos cinemas com um objetivo muito claro: renovar a discussão sobre amadurecimento sob a ótica dos brinquedos

Foto: reprodução/Atlântida

Depois das reações mistas que o quarto filme causou, o novo filme tinha que mostrar que a história dos brinquedos ainda era necessária, e que poderia sobreviver mesmo com Toy Story 3 sendo o favorito dos fãs e considerado o ponto final perfeito para a trama.

Em Toy Story 5 acompanhamos os brinquedos enfrentando uma nova ameaça: Lilypad, um tablet. Bonnie, a dona atual dos brinquedos de Andy, com toda sua imaginação e criatividade nas brincadeiras, não consegue fazer amigos no mundo real porque as crianças estão muito conectadas à tecnologia. 

Foto: reprodução/Guia Disney+ Brasil

Seus pais, buscando uma solução, decidem dar um aparelho eletrônico para a menina também, acreditando que dessa forma estariam facilitando a interação com os colegas. No entanto, Bonnie mergulha cada vez mais em um mundo de telas ansioso demais, agitado demais, um mundo de telas que tem pressa

Toy Story 5 impressiona, de todas as formas. A passagem do tempo faz parte da história, então os brinquedos são apresentados de maneira que suas reações e o desgaste causado pelo tempo são claros – como um Woody careca e com uma barriguinha.

Toy Story não apenas encantou plateias, o longa redefiniu a forma como o mundo enxerga a animação, e atravessou o tempo mantendo viva a magia da infância. E numa tentativa de conversar com a nova geração, o quinto filme abraça o universo tecnológico que faz parte da infância de hoje sem perder o valor das conexões emocionais, da imaginação das memórias construídas ao longo da vida.

Foto: reprodução/CNN Brasil

Ao explorar essa relação entre brinquedos e tecnologia, o filme não tenta demonizar os tablets, celulares, games e qualquer outro dispositivo digital. Aqui, eles aparecem como parte natural do cotidiano das crianças, sem nunca apagar o espaço único ocupado pelos brinquedos. Ele mostra que brincar pode ganhar formas diferentes ao longo do tempo, mas que os vínculos emocionais permanecem relevantes.

O universo afetivo construído pelos brinquedos nunca vai perder seu valor e sua importância, é um espaço necessário na infância e na memória das pessoas. Toy Story 5 se reinventa sem abrir mão de sua essência e apresenta o equilíbrio como forma de coexistir. 

Foto: reprodução/Ingresso. com

Jessie, introduzida a partir do segundo filme, assume o protagonismo do quinto filme. É ela quem assume a briga com LilyPad e luta com unhas e dentes para conseguir com que sua criança seja feliz e tenha amigos de verdade, enquanto busca uma paz com seu passado e sua insegurança.

A personagem carrega consigo uma história de abandono e um trauma que a acompanha desde então, apenas para descobrir que as coisas não foram exatamente da maneira como ela se lembrava. Jessie marcou todas as pessoas por quem passou ao longo da vida, mesmo que essas pessoas não tenham sempre deixado isso claro.

Foto: reprodução/Guia Disney+ Brasil

O desfecho de sua história é como finalmente respirar, deixar o ar entrar e sair sem o aperto constante no peito que a dor dela transmitia através da tela.

Taylor Swift substitui de forma brilhante a tão conhecida “You’ve Got a Friend in Me” com “I Knew It, I Knew You” nos créditos, contrariando todas as teorias que diziam que a canção surgiria na cena mais emocionalmente complexa de Jessie

Foto: reprodução/Rolling Stone Brasil

Com uma nova ótica e se mostrando tão relevante quanto sua estreia original em 1995, Toy Story 5 é capaz de conversar com todas as gerações e com todos os tipos de saudades, e entrega mais uma obra prima da Pixar aos espectadores.

Leia também: O Senhor do Anéis | Anya Taylor-Joy é confirmada em novo filme


Descubra mais sobre Distrito Criativo

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe uma resposta

Trending

Descubra mais sobre Distrito Criativo

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo