Kane Parsons fala sobre durante sua participação no evento, relembrando também sua trajetória na internet
Na tarde do último sábado (25), o diretor Kane Parsons subiu ao Palco Thunder da CCXP México 2026 para falar sobre o terror “Backrooms: Um Não-Lugar”, longa da A24 que estreia dia 28 de maio nos cinemas.
O filme traz às telas uma das mais famosas lendas de horror da internet, universo que o próprio cineasta ajudou a consolidar com sua série no YouTube, lançada quando tinha apenas 16 anos.
Trajetória de Kane Parsons
Atualmente com 20 anos e o diretor mais jovem da história da A24, Parsons explicou que o longa usa a série como ponto de partida para explorar seus personagens: “A abordagem é bastante específica: você acompanha tudo através do olhar de indivíduos levando vidas atomizadas e solitárias. No filme, raramente há um momento em que mais de um ou dois personagens aparecem na tela ao mesmo tempo. É um filme bem solitário.
Para o cinema, Parsons contou com um elenco formado por Chiwetel Ejiofor, Renate Reinsve, Mark Duplass, Finn Bennet e Lukita Maxwell, além de uma estrutura de set impressionante. “Construímos quase 3 mil metros quadrados de Backrooms de verdade, pelos quais poderíamos caminhar. Algumas pessoas chegaram a se perder lá dentro”, contou o diretor, que, por trás das câmeras, contou com o apoio de grandes nomes da indústria cinematográfica, como James Wan e Shawn Levy, produtores do longa.
A produção representa um grande salto em relação às origens da série. Parsons aprendeu sozinho a modelar os ambientes em 3D e levou essa mesma abordagem para o filme, agora em parceria com o diretor de fotografia Jeremy Cox. A obsessão com os detalhes foi tanta que a equipe realizou 50 testes de papel de parede até chegar ao tom exato do amarelo característico do universo.
Por que o novo terror é tão único?
“O que esse lugar explora é a capacidade do cérebro humano de mapear espaços e compreendê-los. A parte difícil disso é que, se você voltar pelo mesmo caminho, você de fato volta pelo mesmo caminho, mas ele continua sem fim. E aí que mora a confusão. Eventualmente, você desiste de tentar mapear.”
Para Parsons, a força das Backrooms como fenômeno tem raízes psicológicas profundas: “Para mim, as Backrooms sempre tiveram conexão com o que acontece quando uma pessoa passa por privação sensorial no nível individual: quando você está em um quarto vazio, o corpo, o sistema nervoso precisa tanto de estimulação que, privado dela, começa a encontrar ruídos e informações nos padrões das paredes e passa a levar esse ruído mais a sério do que deveria normalmente”, explicou.

O diretor chegou à uma conclusão após ponderar o que fez a série ser tão bem sucedida. As Backrooms tocou o público por refletir uma ansiedade coletiva em relação ao sistema, seja ele econômico, industrial ou de outra natureza, que vem se acumulando nos últimos séculos.
Assista ao trailer oficial
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