Diretor alcançou a melhor estreia de sua carreira nas bilheterias com a cinebiografia de Michael Jackson
O Rei do Pop prova mais uma vez que sua luz nunca deixou de brilhar. Longa inspirado em sua história, “Michael”, arrecadou US$97 milhões só nos Estados Unidos e US$217,4 milhões mundialmente, mostrando que o esforço de Antoine Fuqua – diretor – realmente valeu a pena.

Fuqua se deparou com um obstáculo inesperado após finalizar a produção de “Michael”: o final do filme originalmente contaria com a participação de Jordan Chandler, um dos acusadores de Jackson, cujo acordo com os herdeiros do cantor garantiu que a cena jamais seria dramatizada.
Os herdeiros se desculparam e arcaram com o custo extra de US$50 milhões em refilmagens, elevando o custo total de produção do filme para US$200 milhões. O imprevisto fez com que Fuqua tivesse que recusar outros trabalhos, pois as filmagens adicionais duraram vinte dias.
O diretor sempre teve uma visão muito clara sobre como Michael deveria ser retratado, e em uma entrevista para a Deadline, ele compartilhou com o público: “Eu queria humanizar o Michael. Queria que as pessoas o conhecessem: o quão excêntrico ele era, como ele era quando jovem. Sempre achei que as gerações mais jovens não conheciam o Michael ou sua história. Para contar qualquer coisa sobre o Michael, era preciso relembrar às pessoas a magia dele, o poder da música, a alegria que ele trouxe ao mundo e suas próprias inseguranças. Ele é um dos personagens mais complexos para se contar uma história. Minha abordagem foi torná-lo o mais realista possível, para que qualquer pessoa, mesmo fora do palco, pudesse se identificar com ele”.

Fuqua também explora o ritmo do filme, explorando o fato de Michael Jackson sempre estar em uma posição em que se sente preso. E isso fica muito claro quando você observa como ele reagia aos animais, como ele restava outras pessoas que se sentiam abusadas e maltratadas. Ele fazia tudo o que podia para ajudar os outros.
Após os obstáculos envolvendo as refilmagens do filme, o diretor diz ter chegado a uma conclusão junto da equipe de produção: “O filme se chama Michael, então você tem que se concentrar em Michael. […] Era importante levar o público por um processo de como chegar no futuro da história em um segundo filme; para que as pessoas tivessem uma ideia maior de sua personalidade e do que o moldou […] ao longo da trama, fomos construindo esses eventos que levariam ao desfecho que todos nós conhecemos”.
Ao ser questionado sobre uma sequência – ainda não confirmada – e do quanto de material disponível ele já tem pronto para a próxima parte, Fuqua afirmou que possui pelo menos um terço das filmagens que podem acabar sendo utilizadas no futuro. Sobre até onde na vida de Michael chegaram as gravações, o diretor respondeu: “fomos bastante longe. Filmamos as acusações de Jordan que não pudemos usar. Fomos além disso. Talvez um ou dois anos depois (1995), quando as coisas começaram a ficar difíceis para Michael”.

E, se depender dele, não há outro nome para dirigir o segundo filme: “é só uma questão de agenda. Seria um desastre se outra pessoa fizesse isso”.
A cinebiografia, “Michael”, acompanha o seus anos de Jackson 5 até o começo da carreira solo. A ideia é que a história continue em uma sequência, mas isso caso o filme se prove um sucesso de bilheteria.
Jaafar Jackson, sobrinho do Rei do Pop, interpreta seu tio no longa. E o elenco ainda conta com Colman Domingo e Nia Long como os pais de Michael, Miles Teller como Branca – agente de jackson –, Laura Harrier, Kat Graham e derek Luke.
Michael já está disponível nos cinemas brasileiros
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